Igreja / Nossa Visão

VISÃO

A visão descreve um status futuro de uma comunidade: olhando para o futuro, como se pode descrever a IBAB? O que a IBAB quer ser amanhã?


A IBAB quer ser um sinal histórico do reino de Deus. Cremos que o ministério da Igreja é extensão do ministério terreno de Jesus: “assim como o Pai me enviou ao mundo, eu também vos envio” (João 17:18; 20:21). Nesse caso, cremos que Jesus inaugurou o reino de Deus, isto é, começou a trazer de volta todo o Universo criado para o controle de fato e de direito de Deus. Com Jesus, a vontade de Deus começa a ser feita na terra, como é feita no céu (Mateus 6:10). A IBAB quer poder dizer a mesma coisa que Jesus dizia aos seus contemporâneos: “o reino de Deus chegou até vocês” (Lucas 11:20).


Por ser uma extensão do ministério terreno de Jesus, a IBAB deve protagonizar os mesmos frutos através dos quais Jesus sinalizava a chegada do reino de Deus. Não estamos falando de sinais e milagres, mas sim dos frutos do ministério de Jesus, que resumimos em três expressões: salvação, libertação e restauração. Através do ministério de Jesus as pessoas eram reconciliadas com Deus; eram eram libertas da escravidão sob os espíritos da maldade; e tinham suas vidas completamente restauradas: corpo-alma, espírito, e suas relações e circunstâncias.


A IBAB quer ser um sinal histórico do reino de Deus. Olhando para o futuro, vemos a IBAB como uma comunidade - cidade edificada sobre o monte, composta por pessoas transformadas por Jesus (Mateus 5:1-12), ativas em boas obras que servem de sinal da presença e manifestação de Deus no mundo (Mateus 5:13-16).


A IBAB é um sinal histórico do reino de Deus quando pessoas se encontram com Deus, experimentam a restauração de suas vidas e se tornam agentes de justiça e paz na sociedade. Tanto seus participantes em particular, quanto ela mesma enquanto comunidade, mostram como seria o mundo se Deus estivesse no controle de fato e de direito.


MISSÃO


Para concretizar sua Visão de ser um sinal histórico do reino de Deus, a Ibab possui uma Missão. Enquanto a Visão descreve o status futuro, a Missão descreve a atividade permanente da comunidade. Isto é, o que a Ibab precisa fazer para se tornar um sinal histórico do reino de Deus? A resposta a esta pergunta define a Missão IBAB.


A missão deixada pelo Senhor Jesus aos primeiros discípulos deve ser o referencial para a missão da Igreja (Marcos 16:15; Lucas 24: 46,47; Atos 1:8). Dos registros da chamada Grande Comissão (Mateus 28:18-20) podemos deduzir alguns princípios fundamentais:


Em primeiro lugar, que a abrangência da missão da Igreja é ilimitada. O texto de Mateus fala a respeito de toda autoridade, toda a divindade, todas as nações, todas as ordens do novo Rei, todos os dias. A abrangência deste comissionamento indica que a missão da Igreja extrapola a conversão do indivíduo, sendo, na verdade, um projeto global de redenção.


Em segundo lugar, deduzimos que o conteúdo da proclamação da Igreja envolve “todas as coisas que Jesus ordenou”, e isto abrange muito mais do que “o plano da salvação individual”. O evangelho todo, ou “todo o conselho de Deus” (Atos 20:27), inclui a totalidade do propósito de Deus para a sua criação.


Finalmente, e em terceiro lugar, deduzimos que o comissionamento da Igreja está alicerçado no fato de que toda a autoridade está de volta nas mãos do Senhor Jesus. A Igreja é responsável por proclamar que o Universo tem um novo soberano, que o tempo da rebeldia cessou e que o reino de Deus foi inaugurado. Esta, na verdade, é a boa nova: haverá uma “consumação dos séculos”, um fim bom para a criação, a instalação do reino eterno de Deus, e dele farão parte todos aqueles que a partir de agora se submeterem ao novo Rei, todos aqueles que se “arrependerem, e forem redimidos de seus pecados” (Marcos 1: 14,15).


O fim último da missão da Igreja não é a conversão em massa de pecadores, mas a instalação definitiva do reino de Deus: “Santificado seja o teu nome, venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na Terra como no céu” (Mateus 6: 9,10). Cremos que “não devemos separar a salvação do reino de Deus. Na Bíblia, estes dois são virtualmente sinônimos, modelos alternativos que descrevem a mesma obra de Deus. Quando Jesus disse aos seus discípulos: ‘quão difícil é entrar no reino de Deus’, parece ter sido natural que eles respondessem com a pergunta: ‘Então, quem pode ser salvo?’ (Marcos 10:24-26). É evidente que, para eles, entrar no reino de Deus era o mesmo que ser salvo” [John Stott].


Em síntese, Deus não está apenas resgatando pessoas, está resgatando o Universo e restaurando a plena ordem e harmonia cósmica sob os pés do Senhor Jesus (Efésios 1:10,22,23). À luz desta compreensão, devemos concordar com a declaração do Congresso Mundial de Evangelização, em Lausanne, Suíça, 1974: a missão da Igreja é levar o evangelho todo para o homem todo, para todos os homens, promovendo a manifestação histórica do reino de Deus como um sinal do que serão o novo céu e a nova terra. Isto define a ação integral da Igreja, que deve estar no mundo como o Senhor Jesus no mundo esteve: “Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós” (João 20:21).


A missão da IBAB é levar o evangelho todo para o homem todo.


Quando falamos em evangelho todo, consideramos que evangelizar é, literalmente, anunciar boas notícias. Mas, que boas notícias são estas? São as notícias a respeito do reino de Deus, inaugurado no ministério terreno de Jesus Cristo. Evangelizar é convocar pessoas para que se rendam ao novo Rei para que possam participar do seu reino eterno, o que implica o apelo à conversão mediante o arrependimento e a fé, bem como o desafio do discipulado, mediante o “negar-se a si mesmo” para seguir integralmente a Jesus (Mateus 16: 24, 25). A Ibab compreende que evangelizar é mais do que fazer convertidos, é fazer discípulos que obedecem todas as coisas que Jesus ordenou (Mateus 28: 19, 20). A evangelização bíblica insiste que a conversão não é um ponto de chegada, mas apenas o início de uma nova vida, agora completamente submissa a Jesus Cristo, sob a ação do Espírito Santo de Deus (II Coríntios 5:14,15).


Também, quando falamos em homem todo, lembramos do ditado “corpo sem alma é defunto; alma sem corpo é fantasma”. O evangelho destina-se ao ser humano completo: corpo-alma, espírito; e, portanto, diz respeito às questões emocionais, psíquicas, sociais, intelectuais, físicas e, principalmente, espirituais. A pessoa humana e suas relações e circunstâncias.


O ser humano não é um ser compartimentalizado. É uma unidade indivisível, sendo que suas dimensões de vida estão entrelaçadas e afetando-se mutuamente. O evangelho, porque é relevante para o espírito - que é a dimensão fundamental da vida humana - também é relevante para a saúde física, mental, psíquica, relacional, enfim, saúde integral.


Integral é, portanto, o adjetivo chave da missão da Ibab no mundo. O evangelho que anunciamos é integral, completo, o evangelho todo. E de igual modo, falamos ao ser humano integral, completo, o homem todo.


Por estas razões, definimos que a missão da Ibab é levar o evangelho todo para o homem todo.


FILOSOFIA DE MINISTÉRIO


Sabemos que a IBAB quer ser um sinal histórico do reino de Deus. Para que isso aconteça, a Ibab assume o compromisso de levar o evangelho todo para o homem todo. Estas duas afirmações, a respeito da Visão e Missão Ibab, podem ser adotadas por quase todas as igrejas cristãs. Mas cada igreja tem sua própria maneira de cumprir sua missão, e esta maneira peculiar é que distingue uma igreja da outra. Esta maneira peculiar, este jeito próprio de ser, chamamos de filosofia de ministério. A filosofia diz respeito às ênfases e valores peculiares de cada igreja local. É no conceito de filosofia que as comunidades deixam transparecer seu jeito de pensar e seus padrões de comportamento.


Nesse caso, não podemos encontrar uma filosofia de ministério comum a todas as Igrejas. Cada comunidade cristã é responsável por elaborar-discernir sua filosofia à luz de bases bíblicas e teológicas.


A IBAB deriva sua filosofia avaliando a realidade religiosa contemporânea à luz dos referenciais do Antigo e Novo Testamentos, como segue:


Estrutura AT
Atividade Culto (Dt.12:11,12)
Dia Sábado (Ex. 20:8)
Local Templo (II Cr.7:12)
Pessoas Sacerdotes (Dt. 18:1-8)


Hoje NT
Culto Todas (I Co.10:31)
Domingo Todos (Cl.2:16,17)
Templo Todos (At. 7:47-50)
Pastores Todas (IPe.2:9,10)


Não bastasse o padrão bíblico do Novo Testamento, a própria missão da IBAB a empurra para fora dos limites culto-clero-domingo-templo. Uma igreja que pretende levar o evangelho todo para o homem todo não pode ficar restrita a eventos esporádicos, principalmente aos finais de semana.


À luz desta compreensão, a IBAB declara que sua filosofia de ministério implica priorizar relacionamentos, envolvendo todos os seus participantes além dos limites culto-clero-domingo-templo. Esta declaração de filosofia traz consigo três princípios fundamentais da Escritura.


Em primeiro lugar, afirmamos que pessoas precisam de Deus; pessoas precisam de pessoas. Relacionamentos é a palavra chave da vida da Ibab. Toda a Escritura está alicerçada na afirmação de Deus: “Não é bom que o homem esteja só” (Gênesis 2: 18). Desde então, “melhor é serem dois do que um” (Eclesiastes 4:12). Cremos na Igreja como corpo de Cristo, no sentido em que Cristo age no mundo através da Igreja (Atos 1: 1); isto é, Cristo age no mundo através de pessoas.


Discipulado se faz através de relacionamentos. Discipular é ensinar a guardar todas as coisas que o Senhor Jesus mandou (Mateus 28: 19, 20): mostrar o evangelho funcionando no dia-a-dia (II Timóteo 3:10-12).


O cuidado do rebanho se faz através de relacionamentos, pois “admoestar os insubordinados, consolar os desanimados e amparar os fracos” é dever de todos os cristãos (I Tessalonicenses 5: 14), mesmo porque a dinâmica da igreja está alicerçada nos mandamentos recíprocos (uns aos outros), abundantemente enfatizados no Novo Testamento.


Ministérios são desenvolvidos através de relacionamentos. Ministério, serviço, diaconia, não é algo ligado a estruturas e programas, mas sim a pessoas. Não importa qual seja a área de atuação da igreja, a IBAB se propõe a desenvolvê-la através de relacionamentos. Não basta a oferta financeira mensal para missões, é necessário o contato com os missionários no campo. Não enfatizamos a evangelização em massa, mas sim o evangelismo pessoal. Não nos contentamos em distribuir cestas básicas aos necessitados, mas nos preocupamos em atender às necessidades integrais daqueles que recebem nossa ajuda. Enfim, valorizamos sempre o contato pessoa-pessoa.


Em segundo lugar, cremos que todo cristão é um ministro. Uma das mais extraordinárias verdades resgatadas pela Reforma Protestante foi a doutrina do sacerdócio universal de todos os cristãos. Isto é, todos os cristãos têm livre acesso a Deus por meio de Jesus Cristo, e todos os cristãos têm a autoridade e todos os recursos necessários para representar o Senhor Jesus no mundo.


Isto implica dizer que o ministério é tarefa de todo o povo de Deus, e não apenas dos ministros ordenados. Ministério não é apenas o trabalho dos pastores da Igreja. Todo serviço cristão realizado por amor a Cristo e ao próximo é ministério (gr. diakonia). O Espírito Santo dá dons e ministérios a todos e cada um dos cristãos (I Coríntios 12:4-7,11; IIPedro 2:9,10) e, justamente nesta compreensão, é que afirmamos que todo cristão é um ministro, o que justifica o fato de que a Ibab quer cumprir sua missão através de todos os seus participantes.


A edificação (crescimento qualificado) de uma comunidade cristã está na proporção direta de sua capacidade de mobilizar todos os seus membros à luz dos dons espirituais e ministérios pessoais.


Em terceiro lugar, cremos que a Igreja é o corpo vivo de Cristo. A ênfase em relacionamentos e a convicção de que todo cristão é um ministro, apontam para o fato de que a IBAB não é apenas uma “comunidade reunida para culto”, mas um organismo vivo que, através de seus membros, se espalha por todos os lugares, todos os dias, fazendo tudo para a glória de Deus (I Coríntios 10:31). O ministério de uma igreja não é medido pelo número de pessoas que freqüentam seus cultos, mas pela dinâmica de vida dessas pessoas no dia-a-dia da comunidade cristã e seu serviço no mundo.


Nesse contexto, os pequenos grupos ocupam lugar central no cotidiano IBAB. Pequenos Grupos são células de 3 a 12 pessoas, com afinidades, e comprometidas entre si, que buscam aprofundar seus relacionamentos com Cristo e experimentar a realidade do corpo de Cristo, a partir de reuniões regulares.


A IBAB, portanto, quer levar o evangelho todo para o homem todo, todos os dias, em todos os lugares, através de todas as atividades de todos os seus participantes. Mais uma vez, a palavra integral qualifica a IBAB e sua rede de relacionamentos e serviços.

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